
O Sol Nascente registrou uma redução impressionante nos casos de dengue, com uma queda de 97,7% nos dois primeiros meses de 2025 em comparação ao mesmo período do ano anterior. Enquanto janeiro e fevereiro de 2024 contabilizaram 6,8 mil casos, este ano o número caiu para 155, de acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.
A drástica redução foi possível graças à adoção de uma tecnologia inovadora pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF): as Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs). Desde setembro de 2024, cerca de 3,1 mil unidades foram instaladas na região, conhecida pela alta vulnerabilidade a arboviroses como dengue, chikungunya, zika e febre amarela. As armadilhas funcionam atraindo o mosquito Aedes aegypti para um recipiente com larvicida, impedindo sua reprodução e disseminando o produto em outros criadouros.
Além da implementação da nova tecnologia, o reforço no quadro de agentes de saúde também contribuiu para o controle da doença. Em novembro, a SES-DF nomeou 400 novos profissionais da Vigilância Ambiental em Saúde, ampliando as ações de fiscalização e combate ao mosquito na região.
Victor Bertollo, chefe da Assessoria de Mobilização Institucional e Social para a Prevenção de Endemias (Amispe) da SES-DF, destacou o impacto da estratégia: “Fizemos uma série de ações de fortalecimento, e essa inovação tem mostrado resultados muito positivos. Hoje, o Sol Nascente é uma das regiões com menor índice de infestação do DF”.
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