
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou ao Japão nesta segunda-feira (24) — noite de domingo (23) no Brasil —, acompanhado pelos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A comitiva inclui os ex-presidentes das Casas, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Arthur Lira (PP-AL), além de ministros e parlamentares.
A viagem tem como objetivo ampliar parcerias comerciais na Ásia, mas também reforçar a aliança de Lula com o Congresso para tentar conter sua crise de popularidade. O petista busca garantir apoio de Motta e Alcolumbre, que comandarão a pauta legislativa nos próximos dois anos.
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Lula deve tratar da abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira e do aumento das exportações de carne suína in natura, atualmente restritas a Santa Catarina. O governo também tentará atrair investimentos em energia renovável e discutir um possível acordo comercial entre o Mercosul e o Japão, em meio ao tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em meio à pressão pela queda de popularidade, Lula também usou a semana para enviar ao Congresso o projeto de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e um desconto parcial para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. Na sexta-feira (22), o governo lançou uma Medida Provisória criando linha de crédito consignado para trabalhadores do setor privado, que registrou quase 36 milhões de simulações de empréstimos até domingo.
Janja é um fantasma na comitiva
A oposição também questiona os gastos da primeira-dama, Janja que viajou ao Japão uma semana antes de Lula sem cumprir compromissos oficiais até sua chegada. Hospedada na embaixada do Brasil em Tóquio, Janja justificou a ida antecipada como “parte de uma agenda que acabou sendo remarcada”. Seu primeiro compromisso foi um encontro com mulheres brasileiras, reagendado para sábado (22).
A deputada Julia Zanatta (PL-SC) protocolou um requerimento na Câmara cobrando explicações do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A parlamentar quer saber qual o propósito da viagem, se houve participação em compromissos diplomáticos e se os custos foram pagos com recursos públicos.
Nesta terça-feira (25), Janja seguirá para Paris, onde representará o Brasil na Cúpula Nutrição para o Crescimento, a convite do governo francês. O governo alega que a viagem tem ônus para os cofres públicos. Ela retorna a Brasília no dia 30, um dia após Lula.
Enquanto Lula tenta reforçar alianças para salvar seu governo, as polêmicas envolvendo Janja e os gastos da comitiva presidencial aumentam a pressão sobre o governo petista.
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